terça-feira, 11 de maio de 2010

SIS


SOUTH INDIAN SUNSET

Folhas de bananeira


No sul da índia comer em folhas de bananeira a cumprir as vezes do prato é muito comum. É higiénico e sobretudo ecológico - não consumimos água em lavagens e não podia ser mais biodegradável, sobretudo neste local do mundo em que as vaquinhas satisfeitas se encarregam do assunto :)

Palavras para quê?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Golden Temple II

Não posso deixar de mostrar estas imagens que tanto me impressionaram quando visitei o Golden Temple. Todo o templo está aberto 24 horas/dia, incluindo esta gigante cantina, onde são servidas refeições gratuitas a todos os que quiserem. Ninguém passa fome em Amritsar, pois se não tiver nada para pôr no prato ao fim do dia, pode sempre deslocar-se ao templo e sentar-se a comer com os demais. Aqui, todo o trabalho é voluntário, cumprindo-se assim a missão de serviço (seva), um pilar da religião sikh.

As tarefas vão desde:

Descascar alho...


cozinhar...

servir...

e claro alguém tem de lavar os pratos.

Ganga


Para os hindus o Ganges é muito mais do que um rio, é uma mãe generosa, uma manifestação da criação,uma fonte sagrada do poder divino . Um banho neste rio é uma benção que qualquer hindu deve procurar, pelo menos uma vez na vida, como forma de purificação.

Aarti


Aarti, normalmente feito no final de um pujá, é uma cerimónia de fogo, em que o sacerdote do templo acena com uma lamparina diante da imagem da divindade a ser adorada, ao mesmo tempo que entoa uma série de mantras. No ashram de Swami Dayananda, em Rishikesh, a deusa Ganga é homenageada duas vezes por dia - ao nascer e ao por do sol.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Golden Temple I

O Golden Temple é um local de devoção incondicional para a comunidade sikh. Descalços, as cabeças cobertas, entramos num mundo que não nos pertence e que, ao mesmo tempo, nos é tão íntimo. Longa fila para entrar na enorme escultura de ouro (entenda-se enorme para escultura, pequena para edifício), que se ergue no meio do espelho de água formado pelo lago em cujas águas alguns se banham com as facas desembainhadas e presas nos turbantes. Juntamo-nos à dita fila e com paciência avançamos até ser chegada a nossa vez e cumprirmos o ritual – mão no chão e depois no peito, reverência e respeito. Circulamos pelo interior ao som dos cânticos, das tablas e do harmónio. Sentamo-nos para meditar, para contribuir de alguma forma com a nossa energia para aquela energia maior, a da devoção, da entrega absoluta sem pôr em causa e de coração aberto. O templo foi construído com quatro portas, simbolizando a sua abertura a todas as religiões e a todos os que queiram entrar para meditar ou, simplesmente, ouvir as orações e sentir alguma paz.



Turbantes de todas as cores entram e saem, é um ciclo constante de devotos que dia e noite, descalços, dão vida ao fluxo energético que mantém vivo o monumento do século XVII, considerado o mais sagrado dos lugares de culto desta religião uma vez que o seu eterno Guru, Sri Guru Granth Sahib está ali presente. Esta é a mais sagrada das escrituras Sikhs eternizada pelo décimo e derradeiro Guru - Sri Guru Gobind Singh que terminou a linhagem de Gurus humanos, elevando o texto sagrado Adi Granth a Guru Granth Sahib. As suas 1430 páginas contêm bhajans que descrevem Deus e o comportamento correcto a seguir por todos os Sikhs e até hoje permanece como a “personificação” dos 10 Gurus do sikhismo.