quarta-feira, 31 de março de 2010

GURU = Aquele que dissipa a escuridão


Guru significa aquele que dissipa a escuridão, no sentido daquele que ilumina através do conhecimento, ou seja, muito simplesmente - o professor. No Ocidente criam-se muitas fantasias em torno desta palavra. Imagina-se que o Guru é um mestre exótico que reune uma espécie de seita ao seu redor e que conduz as pessoas a seguidismos cegos e silenciosos. Infelizmente se esta é a visão geral é porque terá sido despoletada por algumas situações deste tipo que admito existirem. No entanto, não é bom generalizar e se passarmos a entender o guru como um professor, alguém que partilha o conhecimento, como quem ensina a escrever ou a fazer contas, percebemos que ter um guru não é fazer parte de uma seita estranha mas é tão normal quanto ter um professor de matemática.

Este é o meu guru, Swami Dayananda Saraswati. É com ele que estudo em Rishikesh, no norte da Índia. Swami Dayananda é um Professor tradicional de Vedanta (Jñana Yoga) na linhagem de Adi Shankarachárya. O seu conhecimento profundo da cultura ocidental e a compreensão dos problemas actuais, fazem dele um Professor único que tem a habilidade para fazer com que cada um perceba a sua verdadeira natureza.

Para além de ensinar, Swami Dayananda deu inicio e contribui para vários projectos de ajuda humanitária ao longo dos últimos 45 anos. Destes, aquele que mais cresceu foi iniciado em 2000, o All India Movement for Seva www.aimforseva.org reconhecido pelas Nações Unidas com o estatuto consultivo, dedica-se a servir a população das áreas remotas da Índia, sobretudo na área da educação e da saúde.






sexta-feira, 26 de março de 2010

Kettuvallom

Kettuvallom ou House Boat é o nome destes barcos utilizados em tempos para transportar mercadorias, nomeadamente arroz, das aldeias isoladas do Kerala até às cidades. Hoje em dia, os barcos feitos de fibra de coco, bambu e corda, são uma atracção turística, proporcionando belos passeios pelos estreitos canais que serpenteiam os campos de arroz e as pequenas aldeias onde o tempo parece ter estagnado, tal como as águas.
Equipados com suites, cozinha e um agradável deck para fazer as refeições, descansar e apreciar as paisagens, os house boats são uma opção para mergulhar na paz e no verde desta região do sul da Índia e saborear as delícias da sua culinária, pois a sua tripulação inclui sempre um chef! Estes passeios são também particularmente interessantes para quem aprecia a ornitologia, pois permitem o contacto com centenas de espécies de aves exóticas, incluindo o famoso kingfisher!






quinta-feira, 25 de março de 2010

Plantação de chá


Estamos no estado do Kerala. Finalmente encontramos a Índia verde. Esta é a terra das especiarias, do chá, dos coqueiros a perder de vista, dos canais e dos barcos de arroz...

segunda-feira, 22 de março de 2010

HOLY COW!

Elas estão por todo o lado...




quinta-feira, 18 de março de 2010

Agarra que é ladrão

Um conselho amigo: na Índia o maior ladrão com que se vão deparar é o macaco. Cuidado com as janelas abertas e ao passear com comida na mão segurem-na bem!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Templos


O Sul da Índia é famoso pelos seus templos. Caracterizados pelas milhares de esculturas de pedra nas suas paredes exteriores, representando divindidades ou cenas do quotidiano, podem ser coloridos ou não.
Geralmente o Templo é dedicado a uma divindade representada através da sua murti (imagem) num altar na nave principal. As outras divindades também costumam estar representadas em altares mais pequenos dispostos em torno do altar central.
Para aceder ao interior só descalço e deve circular-se em sentido horário. Em alguns templos do sul não é permitida a entrada a não-hindus no altar principal. Os homens não podem entrar de calções pelo que, querendo ou não, acabam por ter de aderir à moda indiana do dhoti.

Kapalishvar Temple, dedicado ao Deus Shiva - Chennai



Ashtalakshmi Temple - Chennai


Meenakshi Temple, dedicado a Parvati, consorte de Shiva - Madurai



Brihadiswara Temple, Tanjore

terça-feira, 16 de março de 2010

Sari Vermelho



Chama-me sempre atenção a elegância das mulheres indianas de Sari. No Sul da Índia não se vê uma única mulher vestida ao estilo ocidental. Esta região é muito mais tradicional e isso vê-se em primeiro lugar nas ruas, precisamente, na forma como se vestem homens e mulheres. Elas de sari ou kurta (túnica até aos joelhos com calças a condizer) e eles de dhoti ou lunghi, tecido, geralmente branco, enrolado à volta da cintura.

TATA Nano



O carro mais barato do mundo... Só podia ser indiano! A TATA para além de marca de motores, de carros e de camiões tem água, chá, cerâmicas, you name it... Não falta nada!

segunda-feira, 15 de março de 2010

GodS


Ao contrário do que é comum pensar os Hindus não adoram mil e um Deuses. Para eles Deus é um só, a Verdade Suprema, a Força Criadora e a Conciência que tudo permeia. No entanto, existem sim milhares de formas de representação deste Deus, cada uma aludindo a diferentes aspectos da manifestação. Cada Hindu escolhe o ou os Deuses sobre os quais debruçará a sua devoção conforme precisamente a identificação com estes aspectos.

Há, no entanto, uma estrela entre os deuses hindus que é certamente, Ganesha - o cabeça de elefante, filho de Shiva e Parvati e aquele que remove todos os obstáculos. Sempre que se inicia alguma coisa - um ritual, uma cerimónia, um negócio, uma viagem,... - faz-se, em primeiro lugar, um mantra para Ganesha, para que tudo possa correr pelo melhor!

Ganesha




Shiva e Nandi (o touro - veículo de Shiva)




Lakshmi


sexta-feira, 12 de março de 2010

Old Delhi

A Índia é um assalto aos sentidos. Aqui não vos consigo mostrar o que se passava em termos de ruído mas ficam com uma ideia da confusão visual desta parte antiga da cidade de Delhi. Reparem na quantidade de fios eléctricos suspensos de poste em poste!



quinta-feira, 11 de março de 2010

A minha maior paixão da Índia - as crianças.

De cada vez que lá vou surpreendo-me com os sorrisos e os olhos
expressivos das crianças deste país.



Dhobi Ghat

Começamos em Mumbai uma cidade gigante e caótica, como aliás todas as cidades indianas, onde modernidade e avanço tecnológico convivem lado a lado com hábitos de vida bem antigos. Senão vejam. Nas fotos a Dhobi Ghat uma gigante lavandaria a céu aberto onde milhares de pessoas levam as suas roupas para lavar e tingir. Aliás, muito provavelmente, se pusermos as nossas roupas a lavar no hotel, achando que será mais seguro, elas acabarão por ser lavadas ali mesmo junto com as milhares de peças dos milhões de habitantes de Mumbai e o mais impressionante é que não há confusão e raramente as coisas se perdem. :)