sexta-feira, 16 de abril de 2010

Golden Temple II

Não posso deixar de mostrar estas imagens que tanto me impressionaram quando visitei o Golden Temple. Todo o templo está aberto 24 horas/dia, incluindo esta gigante cantina, onde são servidas refeições gratuitas a todos os que quiserem. Ninguém passa fome em Amritsar, pois se não tiver nada para pôr no prato ao fim do dia, pode sempre deslocar-se ao templo e sentar-se a comer com os demais. Aqui, todo o trabalho é voluntário, cumprindo-se assim a missão de serviço (seva), um pilar da religião sikh.

As tarefas vão desde:

Descascar alho...


cozinhar...

servir...

e claro alguém tem de lavar os pratos.

Ganga


Para os hindus o Ganges é muito mais do que um rio, é uma mãe generosa, uma manifestação da criação,uma fonte sagrada do poder divino . Um banho neste rio é uma benção que qualquer hindu deve procurar, pelo menos uma vez na vida, como forma de purificação.

Aarti


Aarti, normalmente feito no final de um pujá, é uma cerimónia de fogo, em que o sacerdote do templo acena com uma lamparina diante da imagem da divindade a ser adorada, ao mesmo tempo que entoa uma série de mantras. No ashram de Swami Dayananda, em Rishikesh, a deusa Ganga é homenageada duas vezes por dia - ao nascer e ao por do sol.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Golden Temple I

O Golden Temple é um local de devoção incondicional para a comunidade sikh. Descalços, as cabeças cobertas, entramos num mundo que não nos pertence e que, ao mesmo tempo, nos é tão íntimo. Longa fila para entrar na enorme escultura de ouro (entenda-se enorme para escultura, pequena para edifício), que se ergue no meio do espelho de água formado pelo lago em cujas águas alguns se banham com as facas desembainhadas e presas nos turbantes. Juntamo-nos à dita fila e com paciência avançamos até ser chegada a nossa vez e cumprirmos o ritual – mão no chão e depois no peito, reverência e respeito. Circulamos pelo interior ao som dos cânticos, das tablas e do harmónio. Sentamo-nos para meditar, para contribuir de alguma forma com a nossa energia para aquela energia maior, a da devoção, da entrega absoluta sem pôr em causa e de coração aberto. O templo foi construído com quatro portas, simbolizando a sua abertura a todas as religiões e a todos os que queiram entrar para meditar ou, simplesmente, ouvir as orações e sentir alguma paz.



Turbantes de todas as cores entram e saem, é um ciclo constante de devotos que dia e noite, descalços, dão vida ao fluxo energético que mantém vivo o monumento do século XVII, considerado o mais sagrado dos lugares de culto desta religião uma vez que o seu eterno Guru, Sri Guru Granth Sahib está ali presente. Esta é a mais sagrada das escrituras Sikhs eternizada pelo décimo e derradeiro Guru - Sri Guru Gobind Singh que terminou a linhagem de Gurus humanos, elevando o texto sagrado Adi Granth a Guru Granth Sahib. As suas 1430 páginas contêm bhajans que descrevem Deus e o comportamento correcto a seguir por todos os Sikhs e até hoje permanece como a “personificação” dos 10 Gurus do sikhismo.

Cabelo preto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

AUROVILLE



"Devia haver um lugar na Terra que nenhuma nação pudesse reclamar como seu, onde todos os seres humanos de boa vontade e com aspirações sinceras pudessem viver livremente como cidadãos do mundo e obedecer a uma única autoridade - a da verdade suprema. Um lugar de paz, concórdia e harmonia..."


Este foi o sonho da Mãe, o nome pelo qual a francesa Mirra Alfassa ficou carinhosamente conhecida. Em 1912 esta mulher conheceu Sri Aurobindo em Pondicherry e para sempre ficaria ligada a ele. Em 1920 intalou-se definitivamente ao lado do seu Mestre e poucos anos depois já teria organizado todos os seus seguidores no Sri Aurobindo Ashram.

Em 1968 a Mãe conseguiu materializar o seu sonho e a visão do seu Mestre, fundando a cidade de Auroville, um projecto de cidadania internacional e um campo alargado para implementar na prática uma nova visão da vida, abrindo caminho para um futuro mais sorridente para toda a humanidade.





Estes são alguns dos princípios que estiveram na base da criação do projecto de Auroville:

Auroville pertence à humanidade.
Todos os bens, toda a propriedade pertence a Auroville e Auroville pertence à humanidade como um todo.

Uma juventude que nunca envelhece.
Auroville será um lugar de educação contínua, de progresso constante e de uma juventude que não envelhece.

Auroville quer ser uma ponte entre passado e futuro.
Tirando partido de todas as descobertas internas e externas, Auroville aspira a realizações para o futuro.

Auroville será um lugar para investigações materiais e espirituais, no sentido da realização de uma unidade humana.

Auroville localiza-ze no sul da Índia, no estado de Tamil Nadu a cerca de 10 kms da cidade de Pondicherry. Os seus habitantes têm origem em mais de 40 nações do mundo, e são provenientes das mais variadas classes sociais e contextos culturais, representando a humanidade como um todo.


No centro da cidade, na chamada zona de paz, encontramos o incrível Matri Mandir, o templo que representa a força de coesão, ou a alma, de toda Auroville. Uma gigantesca esfera dourada parece emergir do chão no centro do enorme jardim, representando o despertar de uma nova consciência. O seu interior, de acesso interdito a visitas turísticas, sendo apenas possível após marcação prévia e em determinadas ocasiões, é um espaço de silêncio, meditação e introspecção.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bhandara

Bhandara é uma festa na qual são homenageados os sadhus, ou renunciantes. Sem questionar, sem julgar a sua opção de vida e aquilo que esta representa, as portas do ashram abrem-se para receber este manto de homens laranja e servir-lhes uma refeição. Chegam todos juntos e ordenamente assumem os seus lugares, enquanto os voluntários em cadeia lhes vão enchendo o prato. Sempre que está presente o Swamiji percorre as filas de sadhus, saudando-os um a um, as mãos em namaskar. Terminada a refeição, levantam-se todos juntos como chegaram, e levam o manto para longe deixando para trás pratos e lugares vazios.