
"Devia haver um lugar na Terra que nenhuma nação pudesse reclamar como seu, onde todos os seres humanos de boa vontade e com aspirações sinceras pudessem viver livremente como cidadãos do mundo e obedecer a uma única autoridade - a da verdade suprema. Um lugar de paz, concórdia e harmonia..."Este foi o sonho da Mãe, o nome pelo qual a francesa Mirra Alfassa ficou carinhosamente conhecida. Em 1912 esta mulher conheceu Sri Aurobindo em Pondicherry e para sempre ficaria ligada a ele. Em 1920 intalou-se definitivamente ao lado do seu Mestre e poucos anos depois já teria organizado todos os seus seguidores no Sri Aurobindo Ashram.
Em 1968 a Mãe conseguiu materializar o seu sonho e a visão do seu Mestre, fundando a cidade de Auroville, um projecto de cidadania internacional e um campo alargado para implementar na prática uma nova visão da vida, abrindo caminho para um futuro mais sorridente para toda a humanidade.




Estes são alguns dos princípios que estiveram na base da criação do projecto de Auroville:
Auroville pertence à humanidade.
Todos os bens, toda a propriedade pertence a Auroville e Auroville pertence à humanidade como um todo.
Uma juventude que nunca envelhece.
Auroville será um lugar de educação contínua, de progresso constante e de uma juventude que não envelhece.
Auroville quer ser uma ponte entre passado e futuro.
Tirando partido de todas as descobertas internas e externas, Auroville aspira a realizações para o futuro.
Auroville será um lugar para investigações materiais e espirituais, no sentido da realização de uma unidade humana.
Auroville localiza-ze no sul da Índia, no estado de Tamil Nadu a cerca de 10 kms da cidade de Pondicherry. Os seus habitantes têm origem em mais de 40 nações do mundo, e são provenientes das mais variadas classes sociais e contextos culturais, representando a humanidade como um todo.

No centro da cidade, na chamada zona de paz, encontramos o incrível Matri Mandir, o templo que representa a força de coesão, ou a alma, de toda Auroville. Uma gigantesca esfera dourada parece emergir do chão no centro do enorme jardim, representando o despertar de uma nova consciência. O seu interior, de acesso interdito a visitas turísticas, sendo apenas possível após marcação prévia e em determinadas ocasiões, é um espaço de silêncio, meditação e introspecção.